As Resistências não pararam

5- O ano de 2019 assistiu a revoltas maciças em várias partes do mundo – na África (Sudão, Argélia e Líbia contra regimes ditatoriais), no Oriente Médio (como Líbano, Iraque e Irã), na América Central e do Sul (Porto Rico, Honduras, Costa Rica, Panamá, Haiti, Equador, Chile, Colômbia e Bolívia), mas também em países asiáticos como Indonésia e Cazaquistão. Já entre 2020 e 2021, três regiões se destacam no mapa mundi das resistências: Leste da Europa (Polônia e Belarus), Ásia (Myanmar, Tailândia, Hong Kong e Índia) e América Latina. Além das mobilizações internacionais da luta feminista e da juventude pelo clima. 

6- O alastramento do coronavírus não impediu que, em plena pandemia, explodisse nos Estados Unidos de Trump a rebelião antirracista mais maciça e radicalizada desde os anos 60. A força do Black Lives Matter, apoiado por amplos setores da juventude trabalhadora e estudantil branca, ecoou em protestos contra o racismo e a violência policial em todo o mundo e foi decisivo para a grande mobilização eleitoral que tirou Trump da Casa Branca em novembro.

Vizinhança em ebulição

7- Em nosso subcontinente, as grandes lutas vividas nos últimos três anos se expressaram em vitórias eleitorais e em novos enfrentamentos. A eleição de AMLO, no México, pôs fim ao anquilosado regime do PRI. No Chile, o levante de outubro-novembro de 2019, liderado por mulheres organizadas, alcançou uma vitória histórica no plebiscito para uma nova Constituição. Os camponeses e trabalhadores bolivianos resistiram duramente a um golpe de direita e devolveram o poder ao MAS. No Peru, grandes mobilizações de jovens contra o atual sistema político obtiveram a saída de um governante golpista. Na Argentina, depois de anos de luta, as mulheres conquistaram o aborto legal. A sofrida Colômbia despertou em abril num movimento amplo de “paro nacional” que une pela primeira vez setores urbanos, camponeses e movimentos indígenas contra o governo direitista de Duque, que reage com repressão assassina. Como contratendência, a direita liberal teve vitórias no Uruguai e Equador.

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